O Ser Ser Humano e Eu – Ensaio

O Ser Ser Humano e Eu
Ensaio

Porque consumo tanto e sinto-me mais vazio.
A efemeridade da felicidade na obtenção de um “brinquedo” novo, é breve comparada aquela que projecto antes de o fazer.

E porquê? Questiono-me.
É fácil dizer várias razões, como por exemplo, a felicidade vem de dentro, ou da mistura da de dentro com a de fora. Sou ludibriado pela promessa do vendedor de sonhos, ou simplesmente o vendedor de sonhos vende aquilo que eu peço, o irreal! Isto porque não quero viver no real! É estranho mas tem a sua verdade.

Quantas pessoas vivem a sua vida em frente a uma novela! Um pc! Eu arranjo muitas coisas para fazer, só porque gosto de fazer coisas? Ou há a razão de não estar satisfeito com a minha realidade, e não me permito parar, repensar e viver o que realmente pretendo.
Para isso preciso de saber o que quero.
Eu sei o que quero. Eu quero terminar o meu curso, liquidar o crédito de estudante, e ter uma namorada que goste de natureza, ciência, religião, sexo, e com objectivos na vida.
Reparo que escrevi a namorada em segundo plano, mas, na verdade é o que realmente quero mais neste momento. Mas com receios de um ou outro relacionamento anterior, coloco-me de pé atrás. Sou burro ou medricas?

Na verdade quero o que todos querem. Cada qual à sua maneira. Abundância.
Felicidade nas suas várias formas.
O engraçado é que dei por mim no outro dia a ser muito feliz por estar a sofrer.
Uma dicotomia estranhamente real. Tenho a ideia de que a Felicidade é feita de bons momentos. E é. Mas descobri que também advém de maus momentos.

Sendo assim a felicidade é algo dinâmico e muito subjectivo.
Não é por acaso que olho para alguém que se ri fazendo coisas absurdas. A sociedade onde vivo é assim e eu sou parte integrante.

A questão é que quando o faço, não me permito partilhar esse momento pois inconscientemente tenho é inveja de pessoa que se ri fazendo parvoíces.
São parvoíces aos meus olhos, segundo os padrões que adquiri socialmente.
Dou como exemplo duas meninas da Desconcertuna.
Fazem coisas das quais me ri-o imenso, e no fundo gostava de ter o vontade para fazer cenas do género. Banetxi e Titz. As minhas adoradas Mestres 😉 Mas é segredo, elas não sabem.

Hoje em dia na comunicação Social já não existem massas, existem públicos, segmentos, fracções. É óbvio que caminhamos cada vez mais para a individualidade humana, no sentido em que cada um é como é, e todos juntos somos a população que habita este planeta azul.
Uma frase muito grande para dizer simplesmente que, cada um deve ser como é.
Desde que não machuque o próximo. E esse próximo que não seja tão Square.

O Ensino
Ensino uma treta. Formatação social é o que é.
Porque é que a Matemática é ensinada e a Criatividade não?
Eu tenho a resposta. A Matemática está fiscalizada em números. A Criatividade não.
A Criatividade leva o ser humano a explorar os seus limites, e quando se chega a perto dessas fronteiras desconhecidas, existe uma margem implícita de erro.
Uiii. Erro. Essa coisa intolerada no ensino.

Os alunos lá encontram os seus escapes no final do dia de aulas, jogando futebol, bebendo uns copos. Pensando para que raio vão tirar um curso, e quando chegam a casa e ligam a televisão e ouvem, 5 vezes ao dia, que não existem empregos.

Os professores vão para casa pensando porque raio os alunos não lhes prestam a atenção que desejam, pensando se estarão mesmo a serem bons professores. Claro que estão. Os alunos é que são desinteressados. Então há que ser mais rígido, aliciar com 500 livros novos, assim talvez despertem o interesse pelo estudo.

A criatividade implica risco. O risco da experimentação, a interacção dos sentidos com a imaginação. O risco de não haver uma fórmula explicativa. Eu sou criativo e continuo vivo. Sou a favor de uma educação direccionada desenvolvimento do ser humano, e não de apenas parte do ser humano. “O corpo como suporte para levar a metade esquerda do cérebro ás reuniões” (Ken Robinson, T.E.D.) é o que acontece hoje em dia.

Tenho um sonho. Que se vai concretizar.
Ter uma faculdade com um método de ensino no qual eu próprio adoraria estudar.
E essa faculdade vai ter o meu nome.
Já se fazem escolas idênticas ao meu sonho na Holanda. A minha prima tem o privilégio de frequentar uma.

Não é viver à parte da sociedade, mas sim nela, com ideias pensadas e adequadas ás minhas crenças individuais, numa forma colectiva.
Siddhartha Gautama, conhecido como Buda, (Buda é um estado, iluminado), saiu do seu palácio (ilusão) e repensou à sua maneira, sobre a vida.

Um dos livros preferidos, e qual não terminei 😉  “Conversas com Deus” de Neale Donald Walsch, ele diz algo muito claro, que tenho presente muitas vezes.
“Todos querem ser felizes. Cada um à sua maneira. O médicos curando, os músicos tocando, os matemáticos calculando.” Basicamente ele diz que não há um caminho. “Há tantos caminhos quanto seres humanos.” (Tiago de Carvalho)

Tiago de Carvalho
2.mar.2011

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